Amostra enviada para prospecção é ferramenta comercial legítima. Sem política e controle, vira canal de saída paralelo que ninguém monitora até o inventário descobrir.

Amostra comercial grátis é prática consolidada em venda B2B de alimento. Comprador quer conhecer o produto antes de comprometer volume; fornecedor entrega amostra como investimento em prospecção. Modelo funciona enquanto volume é pequeno e controlado. Quando cresce, sem política e registro, vira canal de saída que não aparece em faturamento mas aparece em inventário e em custo.
O sintoma típico é divergência entre produção e estoque mais venda. A diferença é absorvida em "perda operacional", "quebra", "ajuste". Investigação frequentemente revela que fração relevante saiu como amostra — em pequenas quantidades, durante meses, sem registro centralizado.
Amostra como política estruturada tem três elementos. Quem pode autorizar (vendedor com aprovação do supervisor, acima de certo valor). Quanto pode sair por período (teto mensal por cliente prospect). Como se registra (ordem formal, destinatário identificado, valor comercial lançado como despesa de prospecção). Esses três elementos preservam a prática legítima e eliminam desvio oculto.
Benefício adicional do controle: medir conversão de amostra em contrato. Quantas amostras foram enviadas, quantas viraram cliente, custo médio de aquisição por novo contrato. Sem registro, essa análise não existe; amostra vira "prática comercial" sem gestão de retorno. Com registro, vira investimento comercial com métrica — e o comercial aprende qual prospect merece amostra e qual não compensa.
Sistema integrado trata amostra como tipo específico de saída, com fluxo próprio de aprovação e acompanhamento. Pequena funcionalidade, impacto operacional e comercial claros.